De acordo com uma pesquisa norte-americana, coordenada pela Universidade de Paris, sediada em Londres, cerca de 10.000 pessoas foram entrevistadas sobre o assunto, sendo que 9.000 declararam não ter idéia de onde fica o cu do mundo, enquanto as outras 1.000 acharam que estavam de sacanagem com elas e mandaram os pesquisadores para o inferno (ou coisa pior). Tais dados somente vêm reforçar uma tese: a de que a merda acontece, mas a origem não sabemos, já que não identificamos onde fica o cu do mundo.
O sociólogo Jeremy Spokindeklezthuday, professor titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Seattle, afirma que o cu do mundo pode ser entendido como uma localidade paupérrima do terceiro mundo, dominada pela fome, miséria, mas, principalmente, pela falta de saneamento básico, condição essencial para que a merda se mostre mais presente. Ele vai além, e diz que “Como países essencialmente rurais, os menos desenvolvidos precisam de mais adubo, ou seja, merda, para suas plantações. O mais lógico é que estas pessoas procurem ficar mais próximas da fonte, do fornecedor deste fertilizante natural.”
Em compensação, Steven Patrick Smith, famoso ativista político, social e animalesco, diz que é mais provável que encontremos o cu do mundo nos países mais ricos e desenvolvidos. “Meu argumento é o de que, como estes são países mais ricos, suas populações se alimentam melhor, logo, evacuam com mais regularidade, concentrando uma maior quantidade de merda produzida por habitante.” O que compreendemos desta argumentação é que o cu do mundo não seria algo concreto (com ou sem diarréia), mas sim uma idéia de local onde mais se produz excrementos de origem retal, não existindo um real cu do mundo.
Ainda há um contraponto. Pascoal Cinta dos Anjos, famoso médico alemão com especialidade em proctologia coletiva, se refere ao cu do mundo como algo disseminado e com cerca de 7 bilhões de terminais produtores da merda em profusão. Para ele, cada cu é um cu do mundo, já que todos os cus estão no mundo, e crê que não há nenhum fora dele, em outro plano, dimensão ou qualquer nerdice de ficção científica imaginável. Afirma ele: “Todos nós, a todo dia, estamos contribuindo para a merdificação do mundo. Então nós mesmos carregamos o cu do mundo em nós, cada um com o seu, mais especificamente, na parte traseira de nossos popozões, logo ali depois do intestino.” Algo que um papel higiênico resolva? Ele diz que não. “O papel higiênico somente limpa nossas vias de saída, mas o cu pessoal, o cu de cada um, continua lá, merdificando o mundo da mesma forma.” E ainda afirma que não existe solução para isso. “Nunca pararemos de adubar cada vez mais o mundo, e adubo em excesso pode indicar que o mundo está com pirirí.”
Em um último entendimento para esta adubada matéria, Mikhail Gorbatchev, merendeiro concursado da rede de ensino pública, alocado em Ititioca, crê que não faz diferença nenhuma identificarmos o cu do mundo. “A merda vai continuar acontecendo.”
(Mikhail Gorbatchev e Ronald Reagan)
Deste modo, podemos concluir que não concluímos porra nenhuma em relação a essa questão de cagalística importância para a vivência diária de todo dia ao longo dos dias do ser humano, e por que não dizer, da humanidade também. O debate continua com acaloradas e intensas rodas acadêmicas ou informais de discussão sem que possamos atribuir um entendimento firme sobre o cu do mundo. Encerramos com as sábias palavras de Tati Quebra-Barraco: “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”
