domingo, 17 de outubro de 2010

Acerca da Indexação de Macroindicadores Sobre-Saturados.

É mister dissertarmos de início sobre referências interpostas mutuamente ao acaso da aleatoriedade pejorativa inclusa no habitual ludopédio do indivíduo médio habitante do quinto mais extenso território nacional do globo terrestre. Dentro desta conjuntura, seria de bom grado aplicarmos os princípios da argumentação sob o viés hegeliano ao invés de nos dirigirmos diretamente ao contraponto da interpretação marxista-ortodoxa sobre assunto referente ao tema.

Partindo destas premissas previamente abalizadas e discutas em simpósios ulteriores, a compreensão sobre todo o contexto, sob a luz das teorias econômicas dos acadêmicos harvardianos, se revela inexorável perante o maximização dos superávits primários de grupos emergentes em especial, o Bric. Poderíamos até mesmo nos guiarmos por práticas comensalistas, tão características de grupos pteridófitos, mas não soa razoável, já que foge ao modus pomens tão habitualmente difundido entre os grupos de orientação agudamente epistemológica, como os weberianos.

Deste modo, obrigamos-nos a indagar se o paradigma proposto por LaBlache para o conceito de bricolagem afeta a pormenorização do que se costuma chamar de esternocleidomastódeamento dos meios de produção, ocasionando uma inversão de valores no conceito de mais-valia e de luta de classes, tão apregoado por Machado de Assis em suas óbras do Século XVI, tal como a sua publicação que foi a base do roteiro de O Sétimo Selo.

Finalizando este sustenizado e diminutamente bequadro artigo, Vigotskyi já chamava a atenção para a expropriação dos tributadores de divisas relativos ao período de dolarização e de prevaricação dos entes federados ao sul de Liechtenstein, ou parcialmente quase a totalidade da metade aplicada ao dobro.


(ps.: este artigo foi aprovado e recomendado por Dadá).


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acho que perdeu a graça...

Caros leitores, ouvintes e audientes (como seu alguém lesse esta porra), acho que este é o primeiro post sério neste blog (aliás... o que é sério?), e ele abordará justamente algo relativo à falta de seriedade. Prossigamos.
Um dos meus passatempos preferidos ao longo de minha trajetória de vida neste pouco mais de quarto de século sempre foi, a cada dois anos, acompanhar o horário eleitoral gratuito na TV, que junto com o futebol (mas só quando meu time joga) e com um ou outro filme ou série, sempre foi muito estimado pela minha pessoa. Não digo somente pela apresentação de propostas e discussões de temas de grande importância para minha cidade, estado e país, mas pelo desfile de candidatos cujo o humor (por vezes involuntário) me deleitava. Figuraças implorando por voto das mais inusitadas maneiras, como o inesquecível sujeito da zebrinha:

- Nessa eleição para o senado vai dar zebra! Zebrinha, qual é o número??
(surge uma zebra toda torta no canto da tela)
- Doizoitoúm! Doizoitoúm!

Além de outros que imortalizaram bordões como "56! meu nome é Enéas!" ou jingles como "Ey-Ey-Eymael, um democrata cristão!". Estas figuras dão todo um charme especial a esta época, fugindo dos previsíveis candidatos de partidos grandes, engomadinhos e papagaios da tríade de campanha "saúde, educação e segurança". E creio que assistia bem mais o horário político por causa dessa galera muito louca do que pelos programas "sérios", já que se mostravam vazios, cheios de ataques desesperados e blá blá blás. Sempre preferi tomar conhecimento de tudo lendo jornais e pela internet, nos programas oficiais dos candidatos.
Massss... agora que as eleições acabaram e não posso ser acusado de fazer propaganda a favor ou contra ninguém (tá, tem o segundo turno entre a Dilma e o Mr. Burns, mas eles não são engraçadinhos), confesso que o processo eleitoral de 2010 foi altamente decepcionante para mim. Primeiro porque a escassez de candidatos engraçadinhos foi um grave problema destas eleições (e não me venham falar de Tiririca. Ele é palhaço profissional e, além do mais, não é da minha região. Eu sou conservador nesse ponto. Horário político tr00 é na TV! Nada de youtube, seutubo, nossotubo ou qualquer porra do gênero). Porém, o motivo maior da decepção foi a qualidade dos candidatos e a observação das propagandas. Por vezes me parece que a sociedade brasileira gosta de um retrocesso.
Vejamos... houve uma profusão, um aparecimento absurdo de candidatos "do, da, dos, das, de" e etc. Como se fosse "Otavinho da Banca de Alface". Porra! Ou eram as caras decréptas da política nacional ou os candidatos desse tipo. Claro que boa parte destes candidatos ou não tinham qualquer bagagem para a política ou estão envolvidos com... imaginemos o que. Já os de sempre... Como disse lá em cima, parece que gostamos de um retrocesso. O número de candidatos conservadores burros era enorme (e o pior é que alguns foram eleitos...). O meu problema não é com o sujeito ser conservador. Tudo bem, que seja, eu respeito se ele quer ser conservador no seu seio social restrito, sua família, Igreja... A merda é ser um conservador burro. Não enxergar que algumas rejeições a mudanças simplesmente não possuem argumentação nos tempos de hoje. Propagam idéias estúpidas da época da Idade Média, e tem gente que embarca. Pelo menos o número de candidatos oficiais de igrejas diminuiu, mas talvez estejam camuflados dentre esses conservadores com cheiro de mofo.
Um certo pastor muito famoso espalhou recentemente pela região metropolitana do RJ outdoors "pela preservação da família e da espécie humana. Deus fez macho e fêmea". Minhas crianças... isso é homofobia e incitação a mesma! Além do mais, ele acaba interferindo no desejo alheio, nas relações alheias. Que guarde pra ele a idéia de que só pode haver casais de homem + mulher, que ele pratique isso, mas que não queira decidir pelos outros (até porque, pra mim, quanto mais homem gay no mundo, melhor. Diminui a concorrência). E há um número enorme de outras questões que estamos parados no tempo, como a das drogas ilícitas, em especial, a maconha. Basta ver que nos países com as melhores qualidades de vida do mundo isto já foi bem debatido e ponderado na sociedade, na política, e com pouco enfoque religioso sobre a parada. Então o legal mesmo é nossa sociedade pura e não-corrompida! A gente tá bem pra caralho, se compararmos com Holanda, Suécia, Irlanda...
Não estou defendendo que se mude tudo de uma hora pra outra, que não se dê voz a quem discordo... pelo contrário! Todos devem ser ouvidos, mas isso não passa pela cabeça dos maníacos conservadores. E voltando ao assunto original do post, o ganho de espaço de alguns deles é que atrasa muito a resolução de problemas sérios por essas nossas terras. O número de candidatos foi enorme, alguns eleitos...
Em um breve fim, ainda temos os totalmente despreparados, como o Tiririca (bem feito, SP! Agora aguenta o monstro que vocês criaram), artistas toscos, ex-bbb´s (como se isso fosse profissão), jogadores de futebol (tirando o Romário, que atéééééé é aceitável. Não é bobo, já gerenciou clube... não chega totalmente crú), imitadores de políticos consagrados, mulheres vindas de hortifruti, etc.
Bem, é isso. Resumindo, minha decepção com as eleições 2010 tem base na falta de candidatos engraçadinhos, mas tem mais peso ainda com os candidatos que não são nada engraçadinhos e que vão lá fazer mais cagada, por mais que alguns sejam bem intencionados (otimista eu, não???)



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Interpretações Acadêmicas Sobre o Cu do Mundo.

É uma seríssima questão esta de determinarmos qual é o cu do mundo. Vários filósofos, geógrafos, economistas, enfermeiros, historiadores, fisioterapeutas, proctologistas, operadores de telemarketing e mestres cervejeiros vêm tentando, em associação, ou não, ao longo das últimas décadas, conseguir uma localização exata, seja no plano das idéias como no plano territorial, até mesmo no anatômico, porém sem qualquer sucesso.

De acordo com uma pesquisa norte-americana, coordenada pela Universidade de Paris, sediada em Londres, cerca de 10.000 pessoas foram entrevistadas sobre o assunto, sendo que 9.000 declararam não ter idéia de onde fica o cu do mundo, enquanto as outras 1.000 acharam que estavam de sacanagem com elas e mandaram os pesquisadores para o inferno (ou coisa pior). Tais dados somente vêm reforçar uma tese: a de que a merda acontece, mas a origem não sabemos, já que não identificamos onde fica o cu do mundo.

O sociólogo Jeremy Spokindeklezthuday, professor titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Seattle, afirma que o cu do mundo pode ser entendido como uma localidade paupérrima do terceiro mundo, dominada pela fome, miséria, mas, principalmente, pela falta de saneamento básico, condição essencial para que a merda se mostre mais presente. Ele vai além, e diz que “Como países essencialmente rurais, os menos desenvolvidos precisam de mais adubo, ou seja, merda, para suas plantações. O mais lógico é que estas pessoas procurem ficar mais próximas da fonte, do fornecedor deste fertilizante natural.”

Em compensação, Steven Patrick Smith, famoso ativista político, social e animalesco, diz que é mais provável que encontremos o cu do mundo nos países mais ricos e desenvolvidos. “Meu argumento é o de que, como estes são países mais ricos, suas populações se alimentam melhor, logo, evacuam com mais regularidade, concentrando uma maior quantidade de merda produzida por habitante.” O que compreendemos desta argumentação é que o cu do mundo não seria algo concreto (com ou sem diarréia), mas sim uma idéia de local onde mais se produz excrementos de origem retal, não existindo um real cu do mundo.

Ainda há um contraponto. Pascoal Cinta dos Anjos, famoso médico alemão com especialidade em proctologia coletiva, se refere ao cu do mundo como algo disseminado e com cerca de 7 bilhões de terminais produtores da merda em profusão. Para ele, cada cu é um cu do mundo, já que todos os cus estão no mundo, e crê que não há nenhum fora dele, em outro plano, dimensão ou qualquer nerdice de ficção científica imaginável. Afirma ele: “Todos nós, a todo dia, estamos contribuindo para a merdificação do mundo. Então nós mesmos carregamos o cu do mundo em nós, cada um com o seu, mais especificamente, na parte traseira de nossos popozões, logo ali depois do intestino.” Algo que um papel higiênico resolva? Ele diz que não. “O papel higiênico somente limpa nossas vias de saída, mas o cu pessoal, o cu de cada um, continua lá, merdificando o mundo da mesma forma.” E ainda afirma que não existe solução para isso. “Nunca pararemos de adubar cada vez mais o mundo, e adubo em excesso pode indicar que o mundo está com pirirí.”

Em um último entendimento para esta adubada matéria, Mikhail Gorbatchev, merendeiro concursado da rede de ensino pública, alocado em Ititioca, crê que não faz diferença nenhuma identificarmos o cu do mundo. “A merda vai continuar acontecendo.”

(Mikhail Gorbatchev e Ronald Reagan)

Deste modo, podemos concluir que não concluímos porra nenhuma em relação a essa questão de cagalística importância para a vivência diária de todo dia ao longo dos dias do ser humano, e por que não dizer, da humanidade também. O debate continua com acaloradas e intensas rodas acadêmicas ou informais de discussão sem que possamos atribuir um entendimento firme sobre o cu do mundo. Encerramos com as sábias palavras de Tati Quebra-Barraco: “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva. Samuel Silva.

http://www.youtube.com/watch?v=sSQH1Hin9-I


Samuel Silva.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

There´s no chaos! muah ah ah!


Então, amiguinhos (leia-se equipe de moderação do blogspot, já que ninguém lê essa porra (ainda!) mesmo...), existe algo que urge ser dito nestes anais (nestes registros, porra! tem nada relacionado com indecências, saliências, proctologia, etc) virtuais desta enorme rede mundial de computadores conhecida pela alcunha de internet: a casa está limpa e organizada! Mas que diabos quero dizer com isso?
Para poucos informados, desde sexta-feira 6 de agosto que esta residência é provisoriamente habitada única e exclusivamente pela minha pessoa e pela cachorra da minha cachorra (não poderia dizer "pessoa da minha cachorra", afinal, ela não é uma pessoa). Os pensamentos mais alarmistas já visavam o caos que se tornaria este humilde lar, imaginando encontrar usualmente sofás sobre o fogão, dvd dentro da geladeira, sujeira disseminada, organismos (humanos e não-humanos) parasitas e não-parasitas fazendo a farra em tempo integral, paredes manchadas a encardimentos em geral, como lama, maionese, sangue, tinta para tatuagem, meleca, cerveja, vinho, macarronada, café, óleo de direção hidráulica e pastilhas garoto. Para além disso, o vaso sanitário em petição de total miséria (maior do que a minha conta corrente aberta pela galera do Sérgio Cabral), com os excrementos borbulhando como se estivessem em um caldeirão de bruxa e dando a vida a criaturas monstruosas, que dali saltariam e causariam estragos incalculáveis por todo o país, talvez chegando na Europa, e até mesmo ressucitando a tal da idéia da abiogênese (consultar wikipedia. não é desonra... eu humildente acho!). Por fim, a pobre Sheron (a cachorra supracitada) sucumbiria diante de parca alimentação e não-reposição de seu pote de água.
Pois eu digo: não ocorreu nada disto! Oras bolas, não pode um homem solteiro cuidar de sua casa com esmero??? Bem, não está ela em um estado digno de uma residência de um maníaco por limpeza, mas as coisas estão em seus lugares, a casa (sem faxina geral faz mais de um mês) está como deveria estar, razoavelmente limpa, louça toda lavada, etc e etc e etc. A única sujeira que há foi friamente calculada e deixada lá por motivos de reforço de segurança (o famoso "campo minado" logo após o portão). Aliás, os cascos de cerveja estão no seu tradicional balde, as latas se foram com o lixo (que se foi!) os cinzeiros estão limpos (afinal, tenho amigos q ue fumam) e a cachorra tão bem alimentada por uma inovação testada por mim e adorada por ela: umas latinhas de comida pronta de uma famosa marca de produtos para animais (dizer o nome? merchandising de graça? nem pensar!).
Foram perguntadas sobre a ocorrência de homéricas festas dignas de dar inveja a Jorginho Guinle, farras gastronômicas que deixariam Ronaldo (é! o gordo fdp mesmo) tentado... nada disso! Até porque eu tive de ficar de repouso e limitar minha alimentação em face da perna inchada. No máximo, rápidas e pequenas reuniões para assistir partidas de futebol, escutar boa música e assistir poucos dvd´s. Ah, não podíamos passar sem uma excentrecidade! Meu muito estimado amigo Dagitta, aquele que agita, trouxe o seu inestimável Master System II para jogarmos Alex Kid e Sonic (infância 80/90 é vida!).
Mas o fim deste tempo está próximo... Neste sábado pego a estrada por algumas horinhas para ir buscar a caríssima matriarca deste domicílio (e dar carona pra mais outros parentes).
Por fim, vale ressaltar que boa parte das complexas e semi-miraculosas técnicas que foram utilizadas para a manutenção da ordem aqui foram aprendidas e aperfeiçoadas no período em que vivi sozinho, no bairro carioca de To Set Fire On, e em menos tempo, em uma cidade vizinha conhecida como Nietzsche Herói.

É isso... agora vou escutar mais um pouco de jazz ou do que a minha playlist escolher (agora tá tocando Billie Holiday). Até!

Ps.: a foto do início do post é meramente ilustrativa e aleatoriamente achada no gúgou, até porque minha casa não é tão bonitinha assim...

sábado, 24 de abril de 2010

Império do Nonsense

Antes de mais nada, dizer que esse post não tem nada com o ataque do Flamengo (embora seja bem nonsense jogadores de futebol, na qualidade de profissionais, gozarem de tantas regalias. mas enfim...).
Aqui a idéia é exaltar o nonsense!! Afinal, tirando as coisas estritamente sérias e que necessitam de uma estabilidade (tipo trabalho, relacionamento, etc), de resto, mergulhar pelo inusitado e inesperado é mó legal! Tipo, buscar na internet o mais inusitado tipo de som, inusitados artistas, etc. Criar manias impossíveis de serem entendidas também é muito digno.
Certamente, o meio artístico onde vejo isso se manifestar de modo mais contundentemente é a música, com uma banda de black metal fazendo uma música sem letra entendível (e nenhuma na prática) chamada "Pensão Coelho Branco", por exemplo.
Indo mais a fundo, atitudes mais nonsenses seriam legais. Do nada, na rua, um sujieto começa a imitar um sapo, pulando como um. Aí outro começa a dar cambalhotas, e você, se enrola num pano da bandeira de Burundi! Pergunta as horas e lhe recitam como preparar salgadinhos de queijo minas!

Em suma, e sem me alongar mais, o nonsense deveria imperar.

sábado, 17 de abril de 2010

sobre o Praneta Lamma

Então... esse post é praticamente uma formalidade só pra testar o blog e minimamente apresentá-lo. Mediante destes poderes que eu me incubi, digo que este blog não tem porra de assunto nenhum em específico. Serve para a meeeeenha pessoa vir aqui dizer qualquer coisa que der na telha, seja futebol, música, excentricidades, reflexões, piadas, relatos, cotidiano, História, criação de avestruzes e toda a gama de etc´s que vossa senhoria puder imaginar.

Ah, e a razão desse nome, que segundo a correta gramática deveria usar "Planeta", e não "Praneta", é porque é como o inigualável Damião Experiênça pronuncia erroneamente o dito vocábulo. Tá, mas quem é esse diabo? Tratar desta figura é objetivo de uma postagem futura (provavelmente em um futuro não-distante).

Por hora, é só isso. E que comece o caos.